MAINSTREET: As histórias e projeções de um dos pilares da música urbana carioca
MAINSTREET: As histórias e projeções de um dos pilares da música urbana carioca
| Borges, Bielzin e Tz da Coronel (Foto: Divulgação/ Mainstreet Records) |
João Pedro Freire, gerente de publicidade e projetos especiais do selo, lembra do começo do estilo musical aqui no Brasil, e reflete como o cenário se encontra:
“O primeiros caras a fazer RAP no Brasil tomaram muita p*rrada e não fizeram dinheiro. Isso que gera muita revolta em muita gente. Os caras que fizeram história e tem respeito não fizeram a fortuna que as vezes um menor com 2 anos de carreira já fez. Essa é a mudança do patamar do que o RAP faz, como movimento e cultura.”
O maior reflexo desse sucesso está no crescente reconhecimento de seus artistas, que dominam as paradas de sucesso e atraem legiões de fãs. Um exemplo claro disso é o rapper Chefin, de apenas 18 anos, que recentemente figurou no Top 50 do Spotify com suas faixas “212” e “Deus é meu guia”, ambas com posições de destaque no ranking. Essa ascensão meteórica é representativa de um novo momento no rap nacional, onde artistas jovens, muitas vezes oriundos das periferias cariocas, conseguem alcançar reconhecimento no cenário global.
Além de Chefin, outros nomes que fazem parte da Mainstreet Records também têm se destacado no rap brasileiro, como MC Poze do Rodo, cujo hit “Vida Louca” é um sucesso absoluto, e o rapper Bin, com sua música “Saturno”. Borges, com o single “iPhone Branco”, também contribui para a força da gravadora, que vem se tornando uma verdadeira referência no mercado fonográfico. Esses artistas, com suas letras que abordam temas como superação, realidade das favelas, vida nas ruas e fé, têm conquistado tanto a crítica quanto o público.
“A gente ainda tem um oceano azul muito grande pela frente. No sentido pro movimento. O Rap, Hip Hop, Dança, Moda, a arte urbana. Tem muito emprego que vai ser gerado, como é o emprego do VT (@vitorgomes.7) que a 2 anos atrás não existia. Um cara pra tá ali ajudando a comunicar o íntimo do artista, aquecendo uma base de público, conversando com os fãs, a gente vai ver cada vez mais isso, sem dúvida.”
Outro fator importante para o sucesso da Mainstreet é a aposta em projetos coletivos como A Cara do Crime e Assault, que não apenas revelam novos talentos, mas também ampliam as possibilidades do trap, incorporando o funk e outros elementos da música brasileira em suas produções. Esses projetos têm ajudado a consolidar a gravadora como um núcleo criativo inovador, capaz de traduzir a realidade urbana em um som que transita facilmente entre diferentes estilos e públicos.
A pandemia de Covid-19, embora tenha imposto desafios ao setor da música, também trouxe uma série de oportunidades inesperadas para a Mainstreet. A gravadora soube aproveitar o momento para se expandir no mundo digital, intensificando sua presença nas plataformas de streaming, onde o consumo de música aumentou consideravelmente. Esse movimento não apenas garantiu a visibilidade de seus artistas, mas também consolidou a Mainstreet como um dos principais nomes da música urbana brasileira na atualidade.
Em um cenário onde o rap brasileiro continua a se expandir e ganhar novos horizontes, a Mainstreet Records aparece como uma das pioneiras na fusão de estilos, trazendo uma sonoridade que é simultaneamente local e global. A gravadora conseguiu transformar a realidade das favelas cariocas em um fenômeno musical internacional, quebrando barreiras e criando novas possibilidades para o rap e o funk no Brasil. O futuro parece promissor para essa revolução musical, e a Mainstreet continua a ser uma das principais responsáveis por essa transformação.
Escrito por Antonio Pedra
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